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Archive for outubro \25\UTC 2008

Este mês o Portal Viva o Linux, carinhosamente publicou um artigo de minha autoria que defende a utilização do software livre na educação, a qual reproduzo aqui.

Título: Por que utilizar o software livre na educação?

O software livre nasceu na universidade, todavia rapidamente vem se expandindo nos diversos setores da sociedade. Na educação, a adoção de softwares livres traz inúmeras vantagens frente ao software proprietário, destacando-se inicialmente a questão macroeconômica, pois os custos de manutenção de laboratórios de informática das escolas por meio de softwares livres são bem inferiores se comparados ao software proprietário.

Em alguns casos o software livre é compatível com equipamentos ditos “obsoletos”, garantindo assim o reaproveitamento de máquinas antigas, diminuindo os custos com compra de novos equipamentos ou upgrades, permitindo assim que comunidades mais carentes possam apropriar-se das novas tecnologias a baixo custo. Sem contar que tal iniciativa incide diretamente na questão socioambiental ao reduzir a carga de lixo tecnológico, que potencialmente seria descartado na natureza com baixas possibilidades de reciclagem.

Países desenvolvidos como a França e emergentes como China, por exemplo, já encorajam o uso de distribuições livres em instituições escolares e governamentais, na tentativa de reduzir a dependência de empresas americanas, em especial da Microsoft, fabricante do Windows. Desta forma, bem salienta Silveira (2003 p.41), ao invés de sermos eternos pagadores de royalties, “tais recursos poderiam ser canalizados para outros fins, como a compra de hardware ou empregados na formação, treinamento e educação digital”, pois tão importante quanto garantir o acesso as TICs é capacitar as pessoas, em especial, as comunidades mais desfavorecidas para a utilização da tecnologia em favor do exercício da cidadania.

No Brasil, o governo do Paraná conseguiu reduzir os custos de implantação de Laboratórios de Informática das escolas públicas por meio da adoção de softwares livres. Experiências como do governo paranaense estão sendo replicadas para outros estados, destacando-se São Paulo, com os Telecentros e o Rio Grande do Sul por meio da Rede Escolar Livre.

Atualmente o governo do Estado do Ceará e a Prefeitura Municipal de Fortaleza adotam o software livre como padrão nos laboratórios de informática educativa locais. A escolha de softwares livres traz inúmeras vantagens frente ao software proprietário, como argumenta Silveira (2003, p.38), destacando-se os fatores “macroeconômico, de segurança, de autonomia tecnológica, da independência de fornecedores e democrático”.

A filosofia do Software Livre é baseada, segundo Silveira (2003 p. 45), “no princípio do compartilhamento do conhecimento e na solidariedade praticada pela inteligência coletiva conectada na rede mundial de computadores”.

Corroborando com este pensamento, Nunes et al (2008, p.15) acredita que “as quatro liberdades propostas pelo software livre – conhecer, copiar, distribuir e modificar – favorecem sua adoção do contexto da escola pública”.

Para Ferro (2008), a adoção do software livre contribui também para o combate à corrupção, uma vez que a obtenção não onerosa de licenças elimina o processo licitatório e diminui a relação, nem sempre sadia, entre o setor público e empresas fornecedoras de software.

Outro aspecto descrito por Ferro (2008) é a questão ética. A opção pelo software livre representaria uma alternativa para todos aqueles recorrem à pirataria quando não podem ou não estão dispostas a adquirir licenças de software para uso doméstico, pois segundo o autor “a prática da pirataria de software tornou-se comum e criou um hiato ético que precisa ser corrigido”.

A segurança e a privacidade de informações também são fortes atrativos para a adoção do SL tanto no contexto educativo quanto doméstico, visto que não existe garantia plena de que os programas proprietários não possuam bugs (erros propositais ou não) em seu funcionamento e que os fabricantes (ou algum associado) tenham acesso não autorizado aos computadores e dados pessoais dos seus usuários.

Além das liberdades já conhecidas garantidas pela licença GPL, existe outra “liberdade” permitida ao usuário: a de escolha. O acesso ao código-fonte permite a disponibilidade quase ilimitada de aplicativos para todas as áreas, em especial os softwares educativos, permitindo a personalização, como também contribuindo para redução de dependências das empresas desenvolvedoras de softwares proprietários.

A cada ano cresce o número de software livres educativos em língua nacional. Grande parte deste sucesso deve ser creditada a interatividade das comunidades de software livre, que também tem colaborado para sua difusão na medida em que os projetos são mantidos por indivíduos de diferentes nacionalidades e distribuído na Rede Mundial de Computadores.

Um exemplo disso são as distribuições Edubuntu (Ubuntu), OpenSuSE Education (SUSE), Skolelinux (DEBIAN), Pandorga (Kurumin), versões customizadas da GNU/Linux exclusivamente de cunho educativo.

Com o advento e a velocidade da Internet, rapidamente defeitos nas distribuições livres são descobertos, corrigidos e disponibilizados em sites, fóruns e listas de discussão acessíveis a todos. A conseqüência desta construção coletiva tem sido a melhoria no desenvolvimento de software livres e a diminuição do preço das licenças de uso de software proprietário para os quais já existem alternativas de software livre de comprovada qualidade.

Segundo Silveira e Cassino (2003), o Software Livre representa uma opção pela criação, pela colaboração e pela independência tecnológica e cultural, uma vez que é baseado no princípio do compartilhamento do conhecimento e na solidariedade praticada pela inteligência coletiva conectada na rede mundial de computadores. Desta forma, o software livre apresenta um caráter libertário, pois permite a democratização do conhecimento, a construção coletiva, o estímulo à colaboração, à autonomia e a independência tecnológica, pois não podemos nos limitar a ser apenas consumidores de produtos e tecnologias proprietárias.

Dentre as limitações do SL, destacam-se: a falta de compatibilidade de alguns hardwares e/ou o desconhecimento do público em geral dos softwares e ferramentas livres, problemáticas fáceis de serem solucionadas a curto prazo. É, portanto, uma alternativa segura, eficiente, socialmente correta, ética, libertária, tecnologicamente sustentável, viável e praticamente está ao alcance de todos. Enfim, a adoção do software livre é imprescindível a qualquer projeto verdadeiramente comprometido com a inclusão digital das camadas mais desfavorecidas.

Ressalta-se que a opção pelo software livre em escolas deve-se, na maioria das vezes, a realidade das escolas públicas que não dispõe de recursos financeiros para regularização de software, elemento fundamental em políticas públicas de inclusão digital aliada a sua filosofia libertária. Segundo Silveira e Cassino (2003), não há porque gastar recursos com softwares proprietários se existem alternativas livres de qualidade similar.

Outra razão relevante na escolha do software educativo é o próprio conceito utilizado de inclusão digital, em uma perspectiva não apenas de acesso, mas também de ambiente colaborativo onde os envolvidos têm liberdade para expressarem seus pensamentos e opiniões. Desta a opção pelo software livre deve-se também a questão da autoria, da partilha, da cooperação e da colaboração.

O simples fato de disponibilizar o código fonte de forma aberta, já é uma ação significativa de exercício de cidadania. Quando este é compartilhado e aprimorado por diferentes pessoas passa a ser uma maneira de quebrar as barreiras impostas pelo capitalismo de hegemonia americana. Criar algo de forma coletiva, com custo reduzido, atrativo, criativo e bem elaborado é um meio de facilitar que mais pessoas tenham acesso as tecnologias digitais.

É, portanto, o Software Livre um instrumento de inclusão social. Em um país em que muitos vivem no limítrofe da pobreza existencial, a concentração de pesquisadores em torno de um projeto que está voltado para a diminuição dos custos de softwares sinaliza a solidariedade para com os excluídos, pois quanto mais a tecnologia estiver acessível a todos, mais teremos apoiadores nos projetos de inclusão social, que passa diretamente por ações educacionais.

Referências
FERRO, E. Software Livre: Avanço tecnológico e ético. Disponível em Acesso em 10.08.2008

PROJETO SOFTWARE LIVRE BRASIL. O que é Software Livre? Disponível em Acesso em 10.08.2008.

SILVEIRA, S. A.; CASSINO (Org.). Software Livre e Inclusão Digital. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2003.

fonte: http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Por-que-utilizar-o-software-livre-na-educacao/

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BrOffice 3.0: saiu nova versão


A comunidade OpenOffice.org anuncia o lançamento do primeiro beta do OpenOffice.org 3, e pede a ajuda aos beta-testers, para testarem e avaliarem a próxima grande versão desse maravilhoso e livre suite de aplicativos.

Esta versão beta foi disponibilizada para permitir que os usuários testem e avaliem a próxima grande versão do OpenOffice.org, mas não é recomendado para uso em produção por motivos óbvios.

Entre as principais mudanças para o OpenOffice.org 3.0 destacamos:

* Novo “Start Centre”;
* Novos ícones;
* Novo controle de zoom na barra de estado;
* Melhorias significativas no Writer, Draw e Impress;
* Suporte ao OpenDocument Format (ODF) padrão 1.2;
* Capacidade de abrir arquivos criados com MS-Office 2007 ou MS-Office 2008 para Mac OS X (. Docx,. Xlsx,. Pptx , Etc.).
* Inserção de música nos slides do Impress

Como é uma versão beta, é necessário testar antes.. Quem tiver interesse ja pode baixar e testar, no caso estão precisando de pessoas para isso.

Gráficos em tempo real

As novidades do BrOffice.org 2.3.1 começam no ato da instalação. Um novo recurso permite que o usuário seja avisado quando houver uma nova versão disponível para atualização.

Um dos recursos mais incríveis do pacote BrOffice.org é a possibilidade de transformar o seu documento no formato PDF nativamente — ou seja, este recurso já é padrão e não precisa instalar um software a mais em seu computador. Essa característica acompanha o editor de textos Writer. Na nova versão, a guia ‘‘Visualização’’ permite ver o documento em PDF. Na guia ‘‘Segurança’’ pode-se também inserir senha de abertura ou de modificação no arquivo em PDF.

No Calc, as modificações foram bastante significativas. Agora, na hora da impressão, o Calc só irá imprimir a planilha visualizada no momento. ‘‘Na versão anterior tínhamos de configurar após a instalação para que isto fosse feito. Agora, muitos dos itens que o pessoal do suporte tinha que configurar não serão mais necessários’’, afirma Lucas Filho.

Mas mudanças mesmo sofreram os gráficos. A equipe de desenvolvimento reescreveu todo o módulo dos gráficos, deixando-os com uma interface mais amigável e mais inteligente. Eles agora são visualizados em tempo real. A exibição em 3D foi aperfeiçoada e novos modelos e recursos de gráficos estão disponíveis.

Já no Impress, a ferramenta FontWork que estava com um problemas na versão anterior (2.3.0), foi corrigida e está 100% funcional. Esta ferramenta lembra as WordArts de seu rival PowerPoint.

Um guia mais detalhado com todos os novos recursos pode ser encontrado aqui.

OpenOffice.org 3 beta está imediatamente disponível em Inglês E.U. para as plataformas MS-Windows, GNU/Linux, Mac OS X OpenSolaris.

Mais informações no anuncio oficial de lançamento.

Download: OpenOffice.org 3 beta

Fonte: comunidade-linuxnarede.eti.br

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Homenagem ao professor!


Parabéns a todos pelo seu dia!

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I Congresso de Tecnologia na Educação


Ja tinha postado aqui, mas é sempre bom relembrar.Acontecerá entre os dias 27 e 31 de outubro o I Congresso de Tecnologias na Educação. O evento será totalmente on-line, no ambiente Moodle, com todas as atividades assíncronas. O evento tem o apoio do Yahoo Educação e será totalmente gratuito. Você pode fazer a sua inscrição on-line, e acompanhar a preparação e também tirar suas dúvidas por meio do Blog do Congresso.

Segundo o site do Congresso: O objetivo é oferecer um espaço para que professores e pesquisadores de todos os níveis de ensino, usuários das tecnologias em sala de aula ou em pesquisas, possam apresentar seus trabalhos e trocar experiências, que se refletirão na prática pedagógica.

Parte da reportagem do Yahoo educação: “O Congresso será gratuito. Assim, de acordo com Fátima, “todos podem participar, sem necessidade de gastar dinheiro com viagens, estadia etc.” A programação inclui palestras para professores convidados, apresentação de artigos, relatos de experiência e minicursos.”

Segundo o Blog do evento: “Os participantes do Grupo Blogs Educativos durante os últimos anos,têm produzido excelentes trabalhos, muito deles já divulgados pela mídia. O Congresso, portanto, será um espaço formal para apresentação e reconhecimento das experiências do grupo.”

Além disto, é a possibilidade de troca de informações com outros professores, que estejam começando, ou que pretendam utilizar as Tics em sala de aula.
E, pessoalmente é uma alegria muito grande ver esse evento se realizando, pois sou um dos membros do grupo de discussão Blogs Educativos. E foi por meio desse espaço, que tirei muitas de minhas dúvidas sobre as TICs, especialmente quando o assunto é Web e Blogs Educativos. Está lançado o convite para o evento, participe!!! Clique no logo para acessar o site oficial.

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Navegando na net, encontrei este video que apresenta um debate, organizado por Sérgio Amadeu, com o Deivi Kuhn e Jomar Silva, discutindo sobre Padrões Abertos, OpenDocument Format (ODF) e OpenXML (OOXML).O objetivo maior é “esclarecer ao público em geral quais são os impactos de padrões abertos de documentos (de escritório) na comunicação em rede.” Vale a pena conferir

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Esse software é excelente para o aprendizado em tempos de internet. Ele é um programa de edição de vídeos que captura imagens da sua tela. Por exemplo: você que mostrar como se cria um link na área de trabalho do KDE. Vc inicia a gravação e, com o cursor, mostra como se faz. Comanda o término da gravação, e pronto. O que vc fez com o mouse e tudo o que apareceu na tela do monitor ficou registrado no vídeo.

Para baixar gratuitamente: http://www.debugmode.com/wink/download.php

Além do que possui versão para Windows e para Linux. Faz o mesmo que o Lotus Screen Cam, mas é gratuito. Vc pode com ele fazer apresentações, em situações de treinamento de software, por exemplo. Ou ainda enviá-lo no formato flash, via web.

Isto vai ajudar muito na difusão do linux e na educação a distância, pois quando algum colega tiver alguma dúvida, a dica pode ir na forma de vídeo. O tamanho do arquivo fica aceitável para nossa internet, e ele pode ser posicionado em alguma página pessoal, para não congestionar nossos emails.

Quem nos deu esta dica foi o Lucas do Open-Ce e Prof Edilmar (Fortaleza) por email.

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Apertem os cintos: a barra de tarefas sumiu!

Olá amigos, um dos principais problemas do LIE ocorrem inesperamente quando alguém desavisado sem querer deleta algum arquivo importante. Essa dica surgiu essa semana, quando um aluno (eles nunca sabem como fizeram isso) conseguiu apagar a barra de tarefas, isso mesmo aquela que tem os programas abertos, dentre outros. Por exemplo, quando eu minimizo eles desaparecem (é a barra de tarefas que foi excluída).
Para adicionar novamente a lista dos programas em execucao que fica na barra de menus (aquele linha cinza horizontal), é muito fácil adiciona-la novamente. Você só precisa clicar com o Botão Direito do mouse sobre a Barra de menus, depois Adicionar, Mini Aplicativos e BARRA DE TAREFAS. Pronto! Tudo voltou ao normal!

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