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Archive for dezembro \30\UTC 2009

Olá gente, gostaria de agradecer a todos os amigos, seguidores e visitantes deste blog que nasceu tão desprenteciosamente, e agora, ja contabiliza quase 82.000 visitas somente em 2009, o que significa uma média de 300 visitas diárias. Obrigada, por sua critica, sugestão, palavra amiga ou reconhecimento. Que 2010 seja um ano maravilhoso para todos nós. Vida longa e próspera para o Software livre…

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Olá amigos, navegando na net de férias, encontrei um software super interessante para o estudo de um evento histórico genuinamente brasileiro, a Cabanagem. Quem perdeu a aula de História, cabanagem foi a revolta popular,  no qual as minorias (negros, indios, mestiços) tomaram o poder contra as elites. Ambientado no estado do Pará, por sinal, belissímo estado, é possivel mediante este jogo conhecer e interagir como personagem principal neste momento histórico.

O jogo foi idealizado pela UFPA, em especial pelo LARV – Laboratorio de Realidade Virtual, capitaneado pelo prof  Manoel Ribeiro Filho. O download é gratuito, está em creative commons, infelizmente apenas na versão EXE (para Windows), mas acho que dá para emular para Linux com o Wine. (vou testar!).

Maiores informações e download na pagina oficial: http://www.larv.ufpa.br/index.php?r=jogo_cabanagem

O enredo do jogo está dividido em três partes de acordo com os acontecimentos ocorridos na revolução:

  • 1ª Etapa: Período pré-revolucionário (1821 a 1823) que abrange as missões conhecer Belém, fundar jornal O Paraense e Batista Campos, ambientado em Belém da época.
  • 2ª Etapa: Explosão do Conflito Armado (outubro de 1834) que abrange as missões do Acará, que é um jogo de estratégia, e um de ação. Ambientado nas fazendas Acará Açú e Vila Nova(nas margens do rio Acará) e o sitio Santa Cruz (no igarapé Itapicuru).
  • 3ª Etapa: Tomada do Poder ( 7 de janeiro de 1835) que abrange a missão da tomada do poder em Belém.

O jogo inicia com a exibição da tela título, mostrada na figura abaixo, de onde o jogador pode escolher se deseja começar a campanha, visualizar os créditos ou o conteúdo extra adicionado ao jogo, como a primeira edição do jornal O Paraense ou as referências utilizadas durante o desenvolvimento.

Quer saber mais sobre este jogo pedagógico: leia o artigo, Jogo Educativo Ludico: A Revolta da Cabanagem, disponível em: http://www.larv.ufpa.br/downloads/artigos/jogo_cabanagem/JEEC_2008.pdf

Quer saber mais sobre cabanagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabanagem

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olá, amigos ando meio desaparecida… Colocando a vida em dia.  As férias vão chegando, que tal se atualizar um pouco? Quem trabalha ou deseja atuar na Educação a Distância não pode deixar de ler o livro sobre o Moodle: Estratégias Pedagógicas e estudo de caso.

Para quem não conhece o Moodle, é uma plataforma open-source (livre) direcionado para gerenciamento de cursos, podendo ser usado em escolas e universidades, em cursos semi-presenciais, ou totalmente a Distancia. Existem diversas outras plataformas para este fim, como Eproinfo (MEC), Teleduc (UNICAMP), Solar (UFC), Amadeus  dentre outros, mas o Moodle se destaca por apresentar diversas funcionalidades e principalmente pela facilidade de instalação.  Quer saber mais sobre o moodle? Veja o video produzido pelo governo de São Paulo, abaixo:

ALVES, Lynn; BARROS, Daniela; OKADA, Alexandra (Orgs.) Moodle: estratégias Pedagógicas e Estudo de Caso. Salvador: EDUNEB, 2009, 394p.

Maiores informações, onde comprar e download gratuito do livro no blog do Livro: http://livromoodle.blogspot.com/

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Olá amigos, esse texto foi publicado no blog 300, são pessoas que debatem a acerca do software livre em diversas instâncias, inclusive educacional. O texto abaixo defende o uso do SL no contexto educativo e justifica. Vale a pena ler…

Software livre na educação é bom e eu gosto!

Por Frederico Guimarães

Muitas vezes, ao falarmos de software livre em alguns ambientes, as pessoas torcem o nariz. E na escola isso não é diferente. Definições como “difícil”, “voltado para técnicos” ou “foi feito para programadores” são comumente associadas ao software livre. Assim, não é de se estranhar que a simples menção de se adotar esses softwares em escolas provoque calafrios e destrua o sono de muitos professores. Entretanto existe muita confusão, tanto nessas definições quanto nos motivos de temor por parte das pessoas. O software livre hoje é não só uma opção viável para uso em ambientes educacionais como também a única eticamente aceitável. Vejamos porque.

Em primeiro lugar, algumas considerações, para quem ainda tem dúvidas sobre o assunto. Os softwares livre são um contraponto aos softwares proprietários. Estes, como o nome indica, são propriedade de alguém – uma pessoa ou uma empresa – e não podem ser alterados por outros que não seus proprietários. Ou seja, você o utiliza do jeito que ele é, sem poder mudar nada. Isso significa que se o software apresentar qualquer problema, você tem que esperar que seu desenvolvedor o conserte. Mesmo que você saiba a solução, não pode tocar no produto. Além disso, a maioria dos softwares proprietários possuem diversos níveis de restrição de distribuição. Alguns podem ser distribuídos somente pelos seus produtores, através do comércio de suas licenças. Outros até são distribuídos gratuitamente, mas mesmo essa distribuição pode possuir regras restritivas – como, por exemplo, terem seu uso vetado em determinados países. E aqui é bom destacar uma distinção: software gratuito não é sinônimo de software livre. Existem muitos programas que são gratuitos e proprietários. Para ser considerado livre, o software tem que atender a quatro premissas básicas: não possuir nenhuma restrição de uso (nem técnica nem geográfica), ter o seu código-fonte disponibilizado e permitir a alteração e a distribuição desse código.

Outra distinção importante é que software livre também não é sinônimo de GNU/Linux (ou Linux, como é, erroneamente, mais conhecido). O GNU/Linux é um sistema operacional e um dos mais famosos softwares livres. Mas não é o único exemplo. Além disso, nem todo software livre precisa do GNU/Linux para funcionar. Existem vários programas que funcionam sob sistemas proprietários, como o Microsoft Windows ou o MacOS da Apple (o navegador Firefox e o pacote de escritório BrOffice.org são dois exemplos, entre muitos outros).

Mas aí vem a pergunta: por que mudar? Se a maioria das pessoas já utiliza determinado produto, não seria muito mais fácil continuar com o que já existe? Bom, nesse caso, temos que ampliar a discussão para o fato de que as tecnologias, assim como qualquer outra atividade humana, possuem uma ideologia, uma intenção. Ao adotarmos um software que não pode ser livremente manipulado, mas somente utilizado, estamos trabalhando em uma lógica de “software para consumo”. Ou seja, você o adquire, utiliza para aquilo que ele foi planejado e, caso ele não atenda suas expectativas, você adquire outro (ou abre mão do seu uso). Sua interação com o software é passiva: você o utiliza e pronto, nada além disso. Até mesmo alterações mínimas, como a sua tradução, são vetadas. Por fim, todo o conhecimento relativo ao software proprietário pertence à empresa que o desenvolveu. Por exemplo se duas pessoas pretendem produzir, cada uma, um software proprietário para edição de música, ambas terão que partir do zero e produzir trabalhos independentes (com uma duplicação de esforços), pois a natureza do seu licenciamento impede que elas troquem informações sobre seu trabalho.

Já o software livre, pelas suas características, pode ser livremente manipulado. Assim sai-se de uma lógica de consumo (unilateral) para uma lógica “interativa” (bi ou mesmo multilateral) . É comum alguns softwares livres envolverem, em seu desenvolvimento, dezenas, centenas ou até mesmo milhares de colaboradores, espalhados pelo mundo inteiro. Com isso, ele e capaz de atingir um número maior de expectativas e formas de uso, pois pode ser adaptável a cada uma delas. O botão de “Salvar” não está no lugar que você gostaria? Mude-o! A tradução possui um erro? Corrija-a! Essas são algumas possibilidades de interação com o software livre. Ainda nessa lógica de manipulação do código – e usando o exemplo apresentado acima – dois desenvolvedores que trabalhem com software livre podem produzir produtos distintos com muito menos esforço, uma vez que eles podem trocar trechos de código entre si, o que economiza esforço de desenvolvimento. O trabalho passa a ser dividido entre os dois.

Em relação à produção do conhecimento, a distinção entre o software livre e o proprietário é ainda mais significativa. Todo conhecimento produzido com e pelo software proprietário pertence ao seu desenvolvedor. Já o produzido pelo software livre pertence, literalmente, ao mundo. Toda tecnologia desenvolvida sob um licenciamento livre pode ser reutilizada por qualquer pessoa do planeta para ser melhorada ou incorporada a outras tecnologias – que, obrigatoriamente, também tornam-se livres. Isso garante o avanço tecnológico da humanidade como um todo e não somente de determinados grupos/países/ empresas.

Com tudo isso percebe-se que o software livre possui uma forte carga ideológica, que tem muito a ver o ideal das escolas, que é a formação de cidadão críticos e atuantes. Isso porque o software livre estimula a solidariedade, através do seu compartilhamento de código, o engajamento em projetos, através do seu desenvolvimento distribuído, e o respeito às diferenças, ao não fazer distinção das suas formas de uso. Além disso, como o software livre é distribuído livremente, torna-se financeiramente viável a produção de laboratórios de informática. Isso porque, muitas vezes, o custo necessário para a aquisição somente das licenças de uso dos softwares proprietários é o equivalente ao de um computador novo. Ou seja, pode-se utilizar o dinheiro que seria gasto na aquisição de softwares proprietários para comprar mais equipamentos para a escola.

Por fim, existe uma grande variedade de softwares livres para as diversas áreas do conhecimento. Um bom local de consulta da lista de programas disponíveis é o Projeto Classe.. Além dele, uma outra referência é o Projeto Software Livre Educacional. Esse grupo tem por objetivo documentar e traduzir softwares livres voltados para a área educacional. Ele está aberto a participação de voluntários, especialmente pessoas da área educacional.

Portanto, se você quer defender uma educação ética e de qualidade, que tal começar divulgando e defendendo o software livre? Ou ainda faltam motivos pra isso?

Fonte: Blog 300
http://www.trezento s.blog.br/ ?p=3640

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