Feeds:
Posts
Comentários

Archive for abril \29\+04:00 2009

Olá amigos! A dica de hoje, é direcionada para educadores que trabalham com crianças especiais, ou em processo de letramento, aquisição do código linguístico.

O Menino Curioso é um software educacional que contém 12 atividades para crianças em fase  de alfabetização. Importante destacar que este software foi premiado como a melhor multimídia educacional na França, em 1995 e desenvolvido pelo professor José Antonio Borges (UFRJ). Inicialmente foi idealizado para pessoas com baixa visão,  portanto utiliza o som, mas pode ser  adequado para crianças com dificuldades de aprendizagem nas áreas de Linguagem e Matemática.

Apesar de não ser um software livre (seu código fonte) não está disponível, é freeware, ou seja, gratuito, podendo ser baixado neste site: http://www.audiogamesbrasil.com/curioso.php. È um arquivo (EXE), portanto para Windows, mas funciona no Linux, via Wine.

Algumas atividades disponível no Menino Curioso:

  • Letrinhas – Explorar o teclado digitando letras e conhecendo-as através da associação das mesmas com uma palavra iniciada por ela.
  • Combinum – Combinar pares de numerais com suas respectivas quantidades. Essa atividade apresenta dois níveis diferentes.
  • Continha – Nessa atividade os alunos fazem contas de somar e subtrair de apenas uma parcela e com resultados até 9. Cada resposta certa é um gol que o aluno faz.
  • Figurinhas – Montar um álbum de figurinhas associando letras a palavras que comecem com as letras apresentadas. A cada associação os alunos recebem uma figurinha para colar no álbum.
  • Labirinto – Guiar o menino curioso por um labirinto recolhendo letras para formar uma palavra. Essa atividade tem dois níveis de dificuldade: um labirinto pequeno que forma palavras mais curtas e um labirinto grande que formam palavras maiores e com a escrita mais complexa.
  • Liga pontinhos – Ligar números exercitando a ordem numérica com objetivo de descobrir a figura escondida. Essa atividade contém 10 figuras diferentes para serem descobertas.
  • Monta a cena – Escolher entre dez opções de fundos, uma, para montar uma cena inserindo figuras diversas.
  • Quadro de letras – Nessa atividade os alunos, usando as letras do alfabeto, podem escrever palavras diversas no quadro.
  • Quebra quebra – Montar 10 quebras- cabeças reconstituindo as figuras que se quebraram.
  • Inventor – Misturar letras para formar palavras diversas. Tem três níveis de dificuldades.
  • Embaralha – Desembaralhar quadros de 10 cenas trocando os quadros entre si corretamente.

O software é bem divertido. As letras do alfabeto e os números são apresentados por meio de cenas engraçadas, desencadeadas a partir do momento em que a criança encontra e digita no teclado a letra escolhida no desenho da caixa aberta.

O pessoal do CEFET, organizou um tutorial a respeito do menino Curioso, disponível em: www.cefetbg.gov.br/ept/pdf/menino_curioso.pdf

Ja conheço a dedicação e o carisma  do professor Borges, em prol da inclusão de pessoas cegas. Seu trabalho é fantastico, saber que uma pessoa dedica sua vida, seu conhecimento para ajudar outras.  Este software é apenas um dos inúmeros projetos desenvolvidos na UFRJ. Além do que compilou diversos jogos para pessoas cegas, em seu site audiogames. Se quiser conhecer e se encantar, acesse: http://www.audiogamesbrasil.com/

Read Full Post »

Olá escritores, professores e educadores que atuam com tecnologias educacionais, a Revista Brasileira de Informática na Educação está recebendo artigos para publicação.

A (RBIE) é uma publicação mantida pela Comissão Especial de Informática na Educação (CEIE) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). É uma das mais conceituadas revistas da área, tendo conceito A (a maior) dada pelo MEC/CAPES.

A revista busca reunir os trabalhos dos profissionais e pesquisadores na área de Informática na Educação, procurando disseminar métodos e técnicas para o uso efetivo da informática no processo educativo, de acordo com a realidade brasileira.

Os principais objetivos da revista são:

  • Divulgar a produção científica dos grupos de pesquisa vinculados às instituições de ensino que trabalham com Informática na Educação;
  • Propiciar um espaço de reflexão acerca das questões do cotidiano da prática de ensino mediada pelo computador;
  • Aprofundar o conhecimento dos temas relacionados às linhas de pesquisa dos Programas de Pós-Graduação vinculados à área;
  • Estimular a produção científica em nível de graduação e pós-graduação;
  • Divulgar produtos de Informática aplicáveis à educação.
Data limite: 08/06/2009.
Mais informações no site da RBIE

http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=100

Read Full Post »

Flisol 2009! Vc perdeu? Não acredito! Prepare-se para chorar!

O FLISOL (Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre) é o maior evento de divulgação de Software Livre da América Latina. Ele acontece desde 2005 e seu principal objetivo é promover o uso de software livre, apresentando sua filosofia, seu alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral. (site oficial)

Com esta finalidade, diversas comunidades locais de software livre (em cada país, em cada cidade/localidade), organizam simultaneamente eventos em que se instala gratuitamente e totalmente legal, software livre nos computadores levados pelos participantes. Também, paralelamente, são oferecidas apresentações, palestras e oficinas, sobre temas locais, nacionais e latinoamericanos sobre Software Livre, com toda sua variedade de expressões: artística, acadêmica, empresarial e social.

Este ano aqui ocorreu na Casa Brasil do Vila União (Fortaleza-CE), no sábado dia 25/04. O evento foi bastante rico e movimentado. Diversas palestras para o público leigo e/ou iniciante (todas gratuitas) movimentaram o evento, além claro da instalação do linux na sua máquina.

Destaque para:

Brincando com o Gimp com Alyne Castro

Ambiente Virtual de Aprendizagem Livre – O sucesso do Ambiente Moodle por Igor Lima Rodrigues

Linux e Professores: Construindo uma História por Sinara Duarte (euzinha), Zoralia Brito e Luciana Xavier (minhas amigas de fé, irmãs, caramadas, Professoras da PMF).:) Prata da casa!

A mais badalada foi a Robótica Livre.

O evento está bem recheado, de professores, alunos de cursos técnicos, alunos de escolas públicas, universitários, simpatizantes do movimento livres, crianças, muitas crianças, o que demonstra a viabilidade e a necessidade de trazer este tipo de evento para fora das universidades e mais perto do povão. Amei a iniciativa! Eu precisei sair ao meio-dia, com dó no coração!

Mas quem ficou participou de oficinas de metareciclagem, brincou com o Frents on fire (versão livre do guitarherro, aquele jogo da guitarra), assistiu apresentações teatrais e musicais. Enfim, foi supeeeeeeeeer legal!

Se você perdeu essa oportunidade única de formação continuada (que pena!), mas pelo menos você ter acesso aos slides da nossa palestra.


http://www.scribd.com/doc/14657645/Apresentacao-Flisol-2009-Finalversao1zo

Pasme, era para terminar 11 horas, mas ficamos até as 11:30 h debatendo o assunto com o público, o que demonstra o interesse da comunidade em se aproximar de outros seguimentos, com destaque para educação.

As fotos posto depois, pois estava sem câmera! E peguei da Aline emprestada.

Como falou Rafael Vieira na Lista PSL-CE “Eu acredito que o FLISOL deva ser como uma celebração, um dia de comemoração para todos os amantes do Software Livre que se unem ao redor do Mundo para realizar um grande evento.Se você conseguir visualizar que ao redor do mundo milhares de pessoas estão realizando o mesmo evento ao mesmo tempo, você percebe a sua grandiosidade! É muito bonito quando diversas pessoas se unem em torno de um ideal e tornam aquele ideal real.

Agora, ja sabe, Flisol 2010! Ja pode se agendar….

Read Full Post »

A cada dia cresce o interesse de pesquisadores em desenvolver softwares livres que podem ser aplicadas na educação.

O professor Jose Martim Nicoladelli, professor nos cursos de Bacharelado em Sistemas de Informação, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Software e Tecnologia em Desenvolvimentos para Web, desenvolveu um software para ensino de lógica a alunos de graduação. Trata-se do ASA-CalcPro: ambiente de suporte ao aluno para ensino-aprendizagem de cálculo proposicional.

Segundo Nicoladelli, são  ambientes são construídos e distribuídos gratuitamente como aplicativos que cada aluno poderá instalar em seu computador pessoal. “Este software oferece condições de reproduzir partes relevantes do ensino presencial, de acordo com a velocidade de assimilação de cada aluno”, afirma.

Além do aspecto gráfico, os aplicativos também oferecem orientações imediatas para o aluno, além de uma opção de ajuda para o usuário iniciante, mas que já tenha conhecimento na área. “A idéia do aplicativo é oferecer ao aluno um ambiente de ajuda e reforço ao estudo, com várias referências bibliográficas, o que representa um sistema bastante didático e eficiente”

Este software é livre, sobre licença GPL e pode-se fazer download gratuitamente em www.asacalcpro.com.br

Apesar de originalmente criado para Windows, os usuários de linux podem usa-lo por meio do Wine.Eu particularmente, não testei porque minha formação inicial não é matemática, mas quem quiser testar e deixar suas impressões no blog que serão publicadas.

Parabéns professor Nicoladelli por sua iniciativa!Que mais pesquisadores, vejam que alidar a tecnologia com a prática docente, só vem a melhorar a qualidade da educação em nosso país.

Read Full Post »

Novidade na rede!

O pessoal da Open-CE, Lucas Filho, teve uma idéia maravilhosa! Promover cursos a distância, que qualquer pessoa pode acessar gratuitamente pelo site. O primeiro deles é o informática básica. Aredito possa ser útil tanto para nós, professores,  que precisa se atualizar, quanto para nossos alunos que carecem de material de boa qualidade na rede. Eu baixei a aula 1 e achei bem rica.

O mais legal do Astrogildo é que este ensina a utilizar o computador, não importando o sistema operacional, ou seja, dando orientações tanto para usuários Linux quanto Windows. Coisa rara, neste meio, que prioriza produzir material didático apenas para os usuários windows.

Assim, lhes apresento, o ::@strogildo – Educação a distância, criado de forma a oferecer à sociedade, cursos profissionalizantes nas mais diversas áreas (informática, vendas, fotografia, desenho, etc). Estes curso serão gratuitos e disponibilizados em aulas. Basta que o aluno/ interessado, faça download das mesmas e participar do fórum.

Mas como assim gratuito?… quem paga as contas no final do mês?
Dentro das aulas, dispomos de espaços publicitários onde empresas e profissionais autônomos podem divulgar os seus produtos ou serviços.

Link para o ::@strogildo: http://astrogildo.ning.com/

P.S: O projeto é piloto, e para ter sucesso, precisamos acessar a pagina e baixar o material, para que os patrocinadores tenham interesse. Vamos colaborar?

Read Full Post »

Saudações Livres! Essa dica foi uma pedido da minha colega Luciana na lista LIE-SER1 do Yahoo Grupos, no qual compartilho com vocês.

Para se conectar a internet uma informação muito importante e imprescindível é o DNS.  Ele é o número do seu provedor, no nosso caso, como moro no Ceará, usamos o velox, ou seja, aquele numero que conecta seu computador na internet.  Sem ele a internet não funciona. È importante que os professores que atuam nos LIEs, tenham esse número guardado em lugar seguro, caso precisem formatar sua máquina um dia (eu falei um dia!).

No Big linux, ele reconhece automaticamente o DNS deixando o IP dinâmico (altera toda vez que liga a máquina). Assim, como faço para ver meu DNS?  Fácil pasta abrir na sua home o seguinte arquivo.

/etc/resolv.conf

Lembrando que no meu caso, moro perto do centro de Fortaleza é:

nameserver 200.165.132.55
nameserver 200.149.55.140

Se você mora em outra região (o DNS) é diferente. Lembrando que coloquei dois, caso não funcione por um, entra pelo outro. O resto o computador reconhece (gateway, brodcast e IP do modem).

Até a proxima dica!

Read Full Post »

revista_espiritolivre_001_capaHoje, domingo de Páscoa, foi lançada uma publicação digital sobre software livre, cultura digital e temas relacionados que promete… A Revista Espírito Livre vem com a proposta de trazer conteúdo de qualidade, produzido por uma equipe altamente competente e atuante no Brasil e exterior. Terá periodicidade mensal e seu download é gratuito.

A equipe liderada por João Fernando, da Iniciativa Espírito Livre (ES), é composta ainda por Hélio Ferreira na edição de arte, e como colunistas e responsáveis por artigos estão Cezar Taurion (IBM), Alexandre Oliva (FSFLA), Jomar Silva (ODF Alliance), Roberto Salomon (IBM), Edgard Costa (BrOffice.org), David Ferreira (CDLivre), Cárlisson Gaudino, Lázaro Reinã, entre outros nomes que contribuem para promover o software livre nas mais diversas áreas.

A matéria de capa é sobre Computação em Nuvem e a entrevista de estréia é com Pau Garcia-Milà, criador do conhecido sistema operacional web eyeOS.

Além disso, temos noticias relacionadas ao mundo e cultura livre. Um artigo falando sobre o julgamento do Pirate Bay, movimento que se propõe a acabar com as leis de CC (uma espécie de Robin Wood) da Internet, a linguagem Lua, uma linguagem de programação genuinamente brasileira,  o Paluino Michelazzo fugindo dos xiitas no FISL, enfim, tem muita coisa boa!

Na área de educação, fiquei grata em fazer parte deste projeto tão grandioso e apresento-lhes um artigo introdutório entitulado: “Quando o pinguim vai a sala de aula”, questionando a questão da escolha entre software livre e proprietário (algo bem despretensioso!)

A revista conta ainda com Rodrigo Leão e sua tirinha do Lino e Wino, e Kárlisson com o seu já popular Nérdson não vai à Escola.

Eventos de software livre e afins também tem lugar garantido na agenda e em outros locais de destaque da revista. Contamos com a participação de todos, lendo, apresentando aos amigos, contribuindo com sugestões e opiniões em geral. Com isso esperamos torná-la referência neste quesito.

Para baixar a edição #001 (abril de 2009) da Revista Espírito Livre aponte seu navegador para a seção download <http://www.revista.espiritolivre.org ou basta clicar na capa.

Read Full Post »

Eis, o primeiro artigo, que acredito de muitos. É um artigo introdutório, mas que visa principalmente destacar a importância da escolha do software para seu aluno, filho ou sobrinho. Preocupa-se em debater como  formar gerações com o poder de escolha. Foi lançado na revista Espirito Livre (1ª edição: abril de 2009), que você encontra na integra no link: http://revista.espiritolivre.org/pdf/Revista_EspiritoLivre_001.pdf

Quando o pingüim vai à escola: o software livre como recurso no ensino e na aprendizagem

A partir da década de 80, com o advento e democratização das TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação na educação começaram a surgir pesquisas acerca dos benefícios da utilização do computador na aprendizagem, destacando-se os estudos de Moram (2008), Valente (1999), dentre outros. Assim, diversos estudos surgem a cada dia com sobre as possibilidades educativas do computador na sala de aula.

Todavia, na verdade, o uso da tecnologia digital para ensinar não é uma idéia nova. Muito embora os primeiros computadores somente tenham surgido na década de 40, com fins bélicos, pode-se afirmar que os fundamentos em que se baseiam a sua estrutura remontam a centenas ou até mesmo milhares de anos atrás com os ábacos, conhecidas como as primeiras máquinas “pensantes”.

Em termos educacionais, Parpet nos anos 60, já vislumbrava os computadores como instrumentos para expandir o aprendizado dos estudantes para além das limitações físicas da sala de aula. Na época, suas teorias pareciam ficção científica. Entre 1967 e 1968, desenvolveu uma linguagem de programação totalmente voltada para a educação, o Logo, no qual a criança poderia desenvolver suas habilidades cognitivas.

Na atualidade, a mídia nos inunda com milhares de produtos destinados a faixa etária de 2 a 15 anos, como softwares e brinquedos eletrônicos que prometem facilitar o processo de ensino-aprendizgem. Nesta idade as crianças gostam muito de jogos, que podem ser facilmente instalados em computadores. Muitos destes jogos são atraentes, chamativos, coloridos e podem ser classificados como educativos, pois incentivam a criatividade, o pensamento lógico, a memória e a capacidade de resolver problemas como o Logo, por exemplo. Outros, porém, apesar de serem desenvolvidos para crianças são bastante perigosos, pois trazem conteúdos ligados à violência, associando o poder de destruição com a vitória no jogo, banalizando a violência e/ou promovendo a agressividade de forma contudente ou disfarçada.

Daí a necessidade de um olhar mais crítico acerca de alguns softwares que se dizem educativos, pois nem sempre o que está no rótulo representa de fato o seu conteúdo. Para efeito de exemplificação, um determinado software nacional de língua portuguesa, proprietário, um dos mais aclamados e vendidos do país, tem como cenário (pasmem!) um cabaré sideral com extraterrestres em trajes sumários e no melhor estilo francês, com dançarinas de Can-Can que a cada acerto do jogador fazem demonstração de seu “balé” como recompensa. Já a cada erro, a personagem que representa a criança que interage com o computador, recebe um tiro na face, parodiando o clássico Patolino. (Quem não lembra, na infância, do azarado Patolino, o pato que passava o episódio inteiro a fugir das balas de Hortelino, mas sempre levava o pior contra o coelho mais esperto do cinema, perdendo sempre seu bico ao final.) Como diria Patolino: “você é um ser desprezível”. É inaceitável que em pleno século XXI, educadores estimulem seus alunos a utilizar softwares proprietários, tendo opções livres, gratuitas e de qualidade indubitavelmente superior.

Exemplos como este mostram que nem todo programa de computador, embora tenha sido idealizado para este fim, é de fato educativo. A visão mais consensual na comunidade acadêmica é a de que todo software que apresenta uma metodologia que contextualize o processo ensino-aprendizagem, pode ser considerado educativo. Portanto, a classificação software educativo deve ter como critério a finalidade educativa para qual o programa é utilizado.

Desta forma, existem softwares educativos criados para fins educacionais e também aqueles criados para outros fins mas que acabam servindo a este propósito, devendo ser conceituado em referência à sua função, e não à sua natureza.

Assim, o software educacional é todo aquele que é utilizado de forma a contribuir com a aprendizagem. Por exemplo, o Calc, aplicativo da OppenOffice, que foi idealizado para ser uma planilha eletrônica, para uso em escritórios, em atividades que requeiram cálculos e afins, contudo, torna-se um software educativo, se no laboratório de Informática Educativa (LIE), a professora utilizar esse programa para ensinar ciências, criar gráficos, tabelas e planilhas nas aulas de matemática, criar exercícios com o auxílio deste software.

Da mesma forma, o Impress, editor de slides, pode ser usado para criar apresentações sobre temas diversos como História Antiga ou álbuns digitais no mesmo estilo do Picasa dentre outras funções. Já o Writer, versão livre do Word, pode ser usado para fazer cruzadinhas, caça-palavras, estudo de texto e gramática, produção textual, confecção de jornal escolar, enfim, as possibilidades educativas são quase infinitas. Portanto, estes softwares originalmente não foram criados com fins educativos, mas podem ser considerados educativos, se dentro da proposta pedagógica da escola, tiverem como fim, auxiliar o processo de ensino-aprendizagem no contexto da informática educativa.

A Informática Educativa privilegia a utilização do computador como a ferramenta pedagógica que auxilia no processo de construção do conhecimento. Neste momento, o computador é um meio e não um fim, devendo ser usado considerando o desenvolvimento dos componentes curriculares. Nesse sentido, o computador transforma-se em um poderoso recurso de suporte à aprendizagem, com inúmeras possibilidades pedagógicas, desde que haja uma reformulação no currículo, que se crie novos modelos metodológicos e didáticos, e principalmente que se repense qual o verdadeiro significado da aprendizagem, para que o computador não se torne mais um adereço travestido de modernidade.

O Software livre oferece uma gama de alternativas que podem ser utilizados na educação. Na verdade, é cada vez mais crescente o número de tecnologias livres que são criadas e/ou podem ser adaptadas para educação. Em âmbito nacional cresce o interesse de estudos acerca dos benefícios do software livre na educação, destacando-se o LATES – Laboratório de Tecnologia Educacional e Software Livre mantido pela Universidade Estadual do Ceará.

Da mesma forma, o Ministério da Educação, tem investido em softwares livres, acreditando no seu potencial educativo, a exemplo da distribuição nacional Linux Educacional, sistema operacional sugerido para laboratórios de informática educativas das escolas públicas nacionais.

De fato, têm crescido o interesse das comunidades de mantenedores em trazer o pingüim para sala de aula. Um exemplo disso são os projetos Edubuntu, Kelix, Pandorga, Debian-Edu, Kde-edu, versões customizadas da GNU/Linux de cunho eminentemente educativo. Assim, nosso objetivo, a partir das próximas edições, será destacar alguns destes projetos e softwares livres, discutindo-os com mais profundidade dentro do contexto educativo nacional.

As ferramentas computacionais, especialmente o software livre, podem ser um recurso rico em possibilidades que contribuam com a melhoria do nível de aprendizagem, desde que haja uma reformulação no currículo, que se crie novos modelos metodológicos, que se repense qual o significado da aprendizagem. Uma aprendizagem onde haja espaço para que se promova a construção do conhecimento. Conhecimento, não como algo que se recebe, mas concebido como relação, ou produto da relação entre o sujeito e seu conhecimento. No qual esse sujeito descobre, constrói e modifica, de forma criativa seu próprio conhecimento. Essa é a filosofia do software livre!

A única forma de produzir uma mudança efetiva na educação é através da revolução social e acreditar que o esforço coletivo ou individual de um professor pode sim fazer uma grande diferença. Construir de forma colaborativa o conhecimento é uma revolução silenciosa, no qual não existem perdedores. Todos os setores da sociedade se beneficiam. Enfim, o grande desafio da atualidade consiste em trazer essa nova realidade para dentro da sala de aula, o que implica em mudar, de maneira significativa, o processo educacional como um todo.

Fonte: http://revista.espiritolivre.org/pdf/Revista_EspiritoLivre_001.pdf

Read Full Post »

Em dezembro foi discutido um acordo entre a Wikipédia* Alemã e o Arquivo Federal Germânico encorajado a doar 100.000 imagens à Wikimedia sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike (CC-BY-SA). Naquela ocasião, a maior doação de imagens de todos os tempos para a Wikipédia, e a maior na história do movimento pela cultura livre. Agora a Wikipédia Alemã está atingindo acordo similar com o Estado Saxão e Biblioteca Universitária, que vão doar 250.000 (duzentos e cinquênta mil) imagens à Wikipédia sob uma licença CC-BY-SA. Coincidência ou não, a Microsoft anunciou que irá descontinuar sua enciclopédia Encarta. Vitória do Movimento Livre! 🙂

*Para quem não conhece, a Wikipédia é uma enciclopédia multilíngüe online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do planeta com o objetivo de difundir o conhecimento.

Fonte: Revista Espírito Livre

http://revista.espiritolivre.org/pdf/Revista_EspiritoLivre_001.pdf

Read Full Post »