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Archive for junho \25\UTC 2009

Simpósio Brasileiro de Infomática na Educação recebe artigos até 17/08

O XX Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE), a ocorrer entre os dias 17 e 20 de Novembro de 2009 em Florianópolis – SC,  iniciou a chamada de trabalhos originais de pesquisa em Informática na Educação. Existem três categorias de trabalho: artigo completo (máximo de 10 páginas), artigo resumido (máximo de 4 páginas) e proposta de mini-curso (máximo de 4 páginas). Os trabalhos devem seguir a formatação de artigo da SBC (Sociedade Brasileira de Computação). As submissões devem ser feitas pelo site https://submissoes.sbc.org.br/sbie2009 até o dia 17/08/2009.
Os tópicos de pesquisa incluem:
• Ambientes Interativos de Aprendizagem
• Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computadores
• Arquiteturas para Software Educativo
• Avaliação de Software Educativo
• Comunidades Virtuais de Aprendizagem
• Formação de Recursos Humanos para Informática na Educação
• Fundamentos Pedagógicos e psicológicos de Informática na Educação
• Informática na Educação Especial
• Inteligência Artificial Aplicada à Educação
• Métodos e Padrões para Artefatos Educacionais
• Engenharia de Software Educacional
• Políticas para Informática na Educação
• Ambientes e Metodologias de Autoria de Atividades de Aprendizagem
• Usabilidade e Acessibilidade de Software Educativo
• Informática na Sala de Aula
• Informática no Currículo Escolar
• Aspectos Sociais da Informática na Educação
• Escolas e Laboratórios Virtuais
• Experiências de Uso da Internet em Escolas
• IHC em Software Educativo
• Hipermídias Adaptativas  Aplicadas à Educação
• Suporte Computacional à Aprendizagem Organizacional
• Realidade Virtual na Educação
• Simuladores e Jogos Educativos
Mais informações sobre o processo de submissão podem ser encontradas nesta página.
Em 2009 o SBIE acontece em sua 20ª  edição, com o tema “SBIE 20 Anos – 20 Anos de Informática na Educação: Repensar, Reciclar, Reutilizar e Revitalizar”.

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Essa dica eu achei no blog Util e Inutil da Vera. É um site que converte (extrai) somente o audio do video e transforma em MP3. Por exemplo, você quer apenas a música, sem o video. Solução proposta por Vera.

O que fazer quando você encontra um video no Youtube mas  você quer apenas o som? Como fazer para gravar apenas o áudio desses videos? Uma das soluções é usar o Video2mp3, um conversor online. Basta colocar o endereço do Youtube onde está o video e mandar converter. Super mão na roda.

fonte: http://utileinutil.wordpress.com

Quem usa o Big Linux como eu, sabe que ele ja vem, com conversor de “fábrica”, só que eu achei este mais rápido…Vai a dica, quem usa o janelas, vulgo Windows.

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Mais um evento internacional! Prepare o passaporte para a Europa, onde ocorrerá a 11ª edição do Simpósio Internacional de Informática Educativa (SIIE 09) com a proposta de promover discussões e reflexões acerca da investigação, desenvolvimento e práticas no que refere ao domínio das Tecnologias da Informação e da Comunicação em Educação. Com suas edições alternando a realização entre Portugal e Espanha, o evento consolida-se como referência no assunto, especialmente no eixo ibero-americano.

Publicação de trabalhos:
Os trabalhos aceitos serão publicados nos Anais do Congresso (CD-ROM com ISBN), que serão distribuídos aos participantes.
Será realizada uma seleção dos melhores artigos efetivamente apresentados no Simpósio, em função das classificações atribuídas pela Comissão de Programa, para inclusão em outras publicações. Encontram-se garantidas as publicações de trabalhos selecionados em:
* Revista IE Comunicaciones (http://www.adie.es)
* Revista Iberoamericana de Tecnologías del Aprendizaje, IEEE-RITA (http://webs.uvigo.es/cesei/RITA)
* A publicação anual (TICAI 2009) realizada pelos capítulos Espanhol, Português e Colombiano da IEEE Education
Society (http://webs.uvigo.es/cesei/TICAI)
* Revista Educação Formação & Tecnologias (http://eft.educom.pt)

Deadlines:
19/6/2009 – Data limite para submissão de trabalhos
24/7/2009 – Notificação dos autores sobre aceitação dos trabalhos.
10/9/2009 – Envio da versão definitiva dos trabalhos aceites.
16/10/2009 – Limite para a inscrição de autores com trabalhos aceites
18/11/2009 – Início do SIIE 2009

Para maiores informações acesse o site do evento: http://siie09.dei.uc.pt/.

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Pelo 14° ano consecutivo, o Centro de Informática e Comunicação Construção do Conhecimento, C5, e o Departamento de Ciências da Computação da Universidade do Chile, organiza o Workshop Internacional Software Educacional. A proposta deste workshop é estabelecer trocas de conhecimentos e experiências nas áreas relacionadas a Novas tendências na aprendizagem com a tecnologia digital; e-Learning e inclusão; Interação Humano-Computador; e Design, desenvolvimento, avaliação, usos e aplicações de software educativo e de Internet.

O seminário é multidisciplinar, com diferentes disciplinas como engenharia de software, educação, interação humano-computador, psicologia educacional, design gráfico e de telecomunicações. No workshop encontram-se trabalhos que abrangem a apresentação dos resultados investigados nas áreas e linhas de trabalho pesquisadas.

Envio de trabalhos e softwares no período entre 01 e 30 de Setembro de 2009. Os trabalhos e softwares aceitos/recusados serão notificados até 30 de Outubro de 2009.

Maiores Informações
Secretaria TISE 2009
E-mail: tise@c5.cl
Fax: +56-2 673 1297
Telefones: +56-2 978 0500, +56-2 978 0501
Santiago, CHILE

Maiores informações: http://www.tise.cl/

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Achei um diamante! Não encontro outra palavra, para descrever os anais do XIX Simpósio de Informática na Educação que ocorreu em Fortaleza (novembro/2008), com a temática educação e tecnologia para todos. Para quem não sabe, o SBIE, é o maior evento de informática educativa do país, e Fortaleza, a noiva desposada do Sol teve o privilégio de sediar este evento. Participei de perto, mas não pude acompanhar todas as palestras, mesmo assim, encontrei os anais na internet, em formato interativo. A abertura ja é show a parte, mostra apresenta o sol, o som do mar e toda riqueza produzida pelas melhores dos melhores do país. Neste link é possível ter acesso ao CD exclusivo, bem como também as palestras completas e o SMIE, nosso seminario municipal de informatica educativa, que a cada ano se consolida como um das formas de divulgação das TICs na Educação. Para ter acesso clique aqui! Leitura imperdível nas férias que se aproximam (ou não!).

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Artigo publicado na Revista Espírito Livre nº 3 (julho/2009), na integra.

Formação de professores para o uso das tecnologias livres : caminhos a se trilhar…

Este mês, nosso artigo mensal terá um caráter mais filosófico do que propriamente prático, pois pretende abordar a formação inicial do professor para o uso das novas tecnologias na educação, com ênfase no software livre. Recentemente, fui convidada a dar uma palestra em uma renomada universidade local, na disciplina de Informática Educativa para alunos de cursos superiores em Pedagogia e Ciência da Computação. Foi algo bem informal, um momento de troca de conhecimento, um debate gostoso sobre o software livre e suas implicações na escola.

Todavia, minha alma de pesquisadora, levou a querer investigar com mais profundidade a formação docente no que diz respeito à utilização dos recursos tecnológicos oferecidos hoje nos laboratórios de informática das escolas, ao observar que a maioria dos alunos, principalmente do curso de Pedagogia, embora estudassem em um centro de excelência em educação e em difusão de tecnologias digitais, nunca tinham ouvido falar do software livre, nem tão pouco suas aplicações na educação. Este fato, me deixou bastante intrigada, e resolvi a própria sorte, pesquisar, sem um rigor estatístico, a presença ou ausência da disciplina Informática Educativa (ou similar) nos currículos dos cursos de formação de professores, utilizando apenas as ferramentas de comunicação da web. Devido as limitações temporais, pesquisei apenas em 23 Instituições de Ensino Superior (IES), dando prioridade aos cursos de Pedagogia, Matemática e Letras. Para meu desalento e tristeza, constatei que um pouco mais de 10% das faculdades pesquisadas, apenas 3 possuem em sua grade curricular oficial como disciplina obrigatória, a Informática Educativa ou afins. Por questões éticas, não citarei o nome das faculdades pesquisadas, mas posso afirmar que a maioria dos IES, que possuem a preocupação em inserir a tecnologia digital nos cursos de formação de professores, estavam no eixo Sul-Sudeste, notadamente nos cursos de Pedagogia. O mais grave é que nos cursos de Matemática não encontrei nenhuma faculdade e no curso de Letras apenas uma universidade pública, abordava o software livre na disciplina de Fonética.

É importante ressaltar que a amostra foi pequena, e que portanto, não se pode generalizar. Ademais, a maioria das instituições de ensino superior, oferecia Informática Educativa, ou como disciplina optativa do curso de Pedagogia, portanto o aluno poderia terminar o curso sem cursar a mesma, ou como complementação acadêmica, ou seja, na forma de cursos de especialização “latu sensu”, depois da graduação, não atingindo portanto, o grande contingente de professores que são formados a cada ano. O que significa que muitos docentes irão assumir as salas de aulas brasileiras, sem nunca ouvir falar do uso do computador na educação e muito menos no software livre em sua formação inicial. Na perspectiva da formação de professores, é imprescindível se pensar na escolha do software a ser utilizado. Uma vez que, esta em jogo é a questão da cooperação e da colaboração em ambiente educativos, não há porque incentivar o uso de software proprietário na escolas, rompendo assim com a perspectiva de consumo e de dependência tecnocultural americana. Todavia, o que se observa, na prática é o contrário. Com raras exceções, poucos são os professores “afortunados” que dispõem de tempo e recursos financeiros para se capacitar no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e assim incorporar as tecnologias digitais à sua prática. Os poucos que conseguem conciliar trabalho e formação, o fazem, em cursos profissionalizantes, ficando limitados a plataformas proprietárias e tem muita dificuldade ao utilizar os Laboratórios de Informática Educativa (LIES), que adotam o software livre como padrão. O governo bem que se esforça. É notório que as três instâncias de poder vem adotando em suas políticas públicas de inclusão sócio-digital, o software livre, por questões técnicas, orçamentárias e filosóficas. Fortaleza, por exemplo, tem presenciado, uma expansão generalizada dos LIES – Laboratórios de Informática Educativa nas escolas públicas municipais, graças a economia gerada pela adoção do software livre. De 9 LIEs em 2000, o parque tecnológico educativo saltou para 203 em 2009, o que representa um crescimento de 1.127% em termos percentuais em menos de uma década. O Ministério da Educação, por exemplo, não autoriza mais a inauguração de escolas, sem o laboratório de informática educativa e biblioteca. Mesmo as escolas mais antigas, estão reformando seus prédios, para se adequar a esta nova realidade. Os novos LIES são orientados a utilizar o software livre como padrão. Será que a universidade é a única que não percebe isso?

É a educação brasileira andando na contramão do desenvolvimento. Enquanto a maioria das instituições, vê a informatização como uma necessidade vital, do mercadinho do vizinho, passando por bancos, hospitais, locadoras, farmácias, lojas enfim, a escola continua paralisada no tempo e no espaço descompromissada com as novas tecnologias digitais. O professor do século XXI, continua dando aula da mesma forma que seus colegas nos tempos coloniais, usando apenas o giz, o quadro negro e quando muito o livro didático. Alguns mais moderninhos tem acesso a um pincel, um quadro branco, um DVD, mas continuam presos a metodologia aprendida com os jesuítas, ou seja, fazendo uso da retórica, da memorização do conteúdos, de avaliações punitivas, privilegiando a cultura branca, européia, heterossexual, e a submissão das classes classes trabalhadoras, perpetuando o sistema social dominante.

Este fato, me faz lembrar a parábola surreal proposta por Parpert (1993). Professores e cirurgiões do século XIX, teriam a chance de entrar numa “máquina do tempo” e poderiam viajar no tempo e no espaço para o futuro. Aqui chegando, tais cirurgiões ficariam extasiados com as mudanças tecnológicas, sem compreender a finalidade da maioria das luzes e bipes dos instrumentos utilizados pelos médicos contemporâneos. Já os professores, reagiriam de forma diferente, não encontrariam nada de irreconhecível na escola contemporânea, até poderiam questionar os trajes escolares ou organização das turmas, mas poderiam facilmente, assumir a turma sem maior dificuldade. Tal parábola, bastante realista, demonstra que a escola é um dos poucos campos de atuação humana que pouco ou quase nada mudaram. Utilizando o mesmo exemplo, se tais professores, viajantes do tempo, fossem visitar a casa dos alunos, voltariam assombrados com tantas “novidades” e principalmente com a vivacidade e com o esforço dos alunos em aprender a manusear celulares, videogames, dvs, computadores…

De fato, na atualidade, nossos alunos têm mais fontes de informações ao alcance do mouse, do que qualquer adulto poderia sonhar ter em toda sua vida escolar. Entretanto, estes alunos necessitam do auxílio dos seus professores para aprender a interpretar a enorme quantidade de informações que recebem; ao mesmo tempo os professores precisam de capacitação para dominar as ferramentas computacionais de ensino, que muitas vezes são melhor dominadas pelos seus alunos. O Governo Federal incentiva a criação de laboratórios educativos com software livre, mas deixa a desejar no critério acompanhamento dos resultados. Os NTEs – Núcleos de Tecnologia Educacional, que deveriam ser núcleo de excelência, ainda engatinham no uso das tecnologias livres. O resultado é simples, o desconhecimento, para a maioria dos docentes, dos softwares livres educativos que poderiam ser incorporados a prática educativa. Daí a necessidade de uma maior aproximação entre as universidades que formam professores e os movimentos de divulgação do software livre.

A filosofia do Software Livre é baseada segundo Silveira (2003 p. 45) é “no princípio do compartilhamento do conhecimento e na solidariedade praticada pela inteligência coletiva conectada na rede mundial de computadores”. Portanto, tem suas raízes na manifestação da cultura de rede, na liberdade de compartilhamento, portanto, coerente com a livre disseminação do conhecimento e da informação, tão comuns no meio acadêmico. Além do que, a filosofia de liberdade e compartilhamento de conhecimento promovido pelo software livre vai ao encontro com o que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, uma espécie de “Carta Magna” da Educação Brasileira, ao enfatizar em seu art. 2º: A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (grifo nosso).

Silveira (2003) acredita que o emprego de software livre na educação é uma alternativa imprescindível a qualquer projeto educacional, tanto no setor público como privado. Fatores tais como cooperação, liberdade, custo e flexibilidade são estratégicos para a condução bem-sucedida de projetos educacionais mediados por computador. O software livre tem como ética e princípio compartilhar o seu conhecimento e garantir aos usuários a liberdade de conhecer, na íntegra, o conteúdo do código-fonte dos programas utilizados. Além de garantir maior segurança, privacidade e redução de custos, essa opção aposta no livre desenvolvimento da ciência e da tecnologia, sem as barreiras das licenças proprietárias. Para o autor, as opções proprietárias fortaleceriam monopólios, gerando vantagens políticas/econômicas aos dominadores da tecnologia, além de royalties a países ricos. Além disso, as soluções livres utilizadas em projetos de inclusão social gerariam novos empregos e desenvolvimento interno, podendo levar o país à independência tecnológica e à possibilidade de competir no mercado externo.

Na perspectiva do ensino público, muitas vezes carente de recursos, o software livre é a uma alternativa viável e representa a única possibilidade de inclusão digital de professores e alunos. Embora, tenha crescido o interesse das comunidades de programadores acerca do uso educativo do software livre, um exemplo disso são as distribuições Edubuntu, Kelix, Pandorga, Linux Educacional, Ekaaty, versões customizadas da GNU/Linux de cunho eminentemente educativo, todos já traduzidos para língua materna, todavia, são poucos os estudos científicos que se debruçam sobre a tríade: informática educativa, formação de professores e software livre. Numa pesquisa rápida ao banco de dados Scielo (www.scielo.org), biblioteca virtual que abrange uma coleção de periódicos científicos, utilizando as tags, software livre e educação, em língua nacional, dentre os mais de 220.000 artigos catalogados, apenas 4 (você não leu errado!), apenas 4 se referiram ao uso do software livre na educação, o que demonstra o longo caminho que ainda temos a trilhar…

Daí a importância de projetos como o SL Educacional (sleducacional.org) que se propõe a organizar documentação e traduzir softwares livres que possam ser utilizados na área educacional. O sítio do projeto funciona nos moldes de uma rede social. Nele é possível encontrar diversos grupos de trabalho, blogs, material de apoio e páginas dos integrantes do projeto além de diversos arquivos à disposição para serem baixados gratuitamente. O projeto é voluntário e está aberto a todos aqueles que desejam modificar a realidade da educação brasileira por meio do software livre.

Outra iniciativa importante é o Texto Livre (www.textolivre.org/), um grupo de suporte à documentação em Software Livre na área de Linguagem. Os voluntários, alunos de graduação em Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, realizam tarefas de tradução e revisão solicitadas pelas comunidades de software livre refletindo sobre esse processo em sua formação docente. Este ano, o projeto Texto Livre está concorrendo ao 4º SourceForge.net Community Choice Awards na categoria Best Project for Academia. Não deixem de votar e apoiar este projeto. O link para a votação é http://sourceforge.net/projects/textolivre.

Na formação docente, Nunes (2008) e sua equipe tem se dedicado a estudar os efeitos da adoção de software livres em instituições educacionais. A frente do LATES – Laboratório de Tecnologia Educacional e Software Livre (www.lates.ced.uece.br), juntamente com os alunos do curso de Mestrado em Educação da Universidade Estadual do Ceará, tem promovido esta discussão dentro da academia e alerta “o software livre constitui-se além de uma economia de gastos, um instrumento de melhoria do desempenho discente e docente”. Apesar de louvável todas estas experiências, ainda são incipientes e isoladas. Reitera-se, aqui a necessidade de mais estudos que atestem os aspectos qualitativos e quantitativos da aceitação, usabilidade, adequação e adaptação de SL à realidade de milhares de escolas em todo o território nacional, contribuindo desta forma para o aprimoramento e a ampliação do seu uso. E você educador ou entusiasta do movimento e da filosofia livre, o que está esperando para entrar neste exército ?

Referências

NUNES, J.B.C et al. (2008). Levantamento de Softwares Educativos Livres. In: XIV Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, Porto Alegre.

SILVEIRA, S. A.(2003.). Software Livre e Inclusão Digital. São Paulo: Conrad Editora do Brasil.

Parpert, S. (1994) A máquina das crianças: repensando a escola na era da Informática; São Paulo: Artes Médicas.

Como referenciar: ROCHA, SSD. Formação de professores para o uso das tecnologias livres : caminhos a se trilhar…Revista Espírito Livre. ano I, n.3, v. 1, 2009. Disponivel em< http://www.revista.espiritolivre.org/&gt; Acesso em: DD/MM/AA.

PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto
Alegre, Artes Médicas, 1994

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Ha tempos, me pedem, este guia, para apresentação de monografias e eventos. São dicas simples, mas que ajudam  o formando a se apresentar no momento mais importante de sua carreira profissional, seja na apresentação de sua monografia, na entrevista de emprego ou em algum evento científico.

Os dez mandamentos para uma excelente apresentação de monografia e eventos

by Sinara Duarte

  1. Não desleixe da aparência jamais. Na apresentação de monografias ou outros eventos todo cuidado é pouco. O momento requer um vestuário simples e formal, nada muito exagerado. As mulheres evitem decotes generosos, saias muito curtas, maquiagem carregada, transparências, afinal o que está em jogo não é a sedução. Os homens, devem dar preferência a camisas de tons neutros, como o branco, cinza, tons claros de outras cores, nada de camisas sem manga ou com propaganda de alguma coisa. Calça deve ser social, sem ser muito justa (estilo Zéze de Camargo e Luciano), jeans se for escuro e sem detalhes chamativos e sapato social. A meia combina com a cor do sapato. A única pessoa que usava meia branca com sapato preto era o Jackson quando tinha nariz e era negro. Agora, se o evento for muito chique pode-se utilizar terno e gravata, de preferência italiana (aquelas pequenas, existem imitações a venda).  Lembre-se que imagem e postura conta muito. Cabeça erguida, coluna ereta demonstra entusiasmo e elegância. Também cuidado com o exagero dos perfumes principalmente para as mulheres e cheiro de cigarro, nada mais desagradável. Se é fumante compulsivo, procure levar alguns chicletes a base de nicotina, faz o mesmo efeito (acalma).
  2. Cheque cedo. Nunca, chegue em cima da hora, quando for se apresentar. Economize stress.  Cheque cedo, se possível, uma hora antes para testar seu pendrive e afins se for usar computador. Se apresentação for pela manhã, acorde mais cedo, para não chegar com cara de sono. Leve bala de menta e água, pois algumas pessoas com o nervosismo, a voz pode faltar.
  3. Cuidado com slides: A maioria das universidades e faculdades estão utilizando-se de datashow e computador, portanto, sempre leve 3 versões,  pois pode ocorrer problemas de compatibilidade de arquivos, assim, nunca é demais ter uma versão em PDF, a maioria dos computadores tem leitor de pdf) e outra em slides (Powerpoint ou Impress) e outra no papel (imprimido) , pois pode ocorrer algum problema técnico com o computador ou mesmo faltar energia elétrica, assim não será prejudicado. Outro detalhe: menos sempre significa mais, portanto, economize nos efeitos especiais, pois dependendo da configuração da máquina, da versão do editor de apresentações podem falhar na hora H. Isso vale para as fontes também. O formato da letra deve ser legível para todos, inclusive aquele senhor sentado na última cadeira. Lembre-se fundo escuro letra clara e vice-versa. Use fontes classicas como arial ou times new roman, nada de letras muito enfeitadas, que só você tem no seu computador.  Cuidado com os famosos erros de digitação! Erro de português é imperdoável! Não use lasers ou apontadores, a não ser que seja legista do CSI e que queira mostrar um detalhe hiper mega  super importante sem o qual ninguém iria entender. Portanto, usar o laser é subestimar a inteligência de sua platéia e da banca examinadora.  Em resumo, a apresentação deve ser clara, sem ser brega (muito efeites ou poluição visual) com pouco texto (somente tópicos), pois importante é o que você vai falar.
  4. Modere seu linguajar. Mesmo que sua apresentação seja entre seus parentes ou amigos, utilize um linguajar culto sem ser rebuscado demais. Não utilize gírias, palavrões, piadinhas,  cuidado com erro de pronúncia, (se não sabe pronunciar procure um sinônimo), gaguejar (demonstra nervosismo, se tem algum problema nesse sentido, procure treinar antes em casa),  fugir do assunto falando de problemas pessoais etc. Se deu um “brancão” volte para os slides com o velho chargão “dando continuidade a apresentação”…. e continue como se nada tivesse acontecido. As vezes o seu erro é imperceptível para a platéia e muito menos para a banca.
  5. Modere seu tom de voz. Não fale baixo demais, pois pode ser entendido como linguagem de sedução, ou pior ninguém vai lhe escutar, nem mesmo quem está na banca. Também evite falar alto demais, pois demonstra desconsideração com o outro. Se desconhece qual seu tom de voz, experimente gravar (a maioria dos celulares vem com o gravador de voz embutido) e escute sua própria voz e saberá distinguir se está exagerado ou baixo demais.
  6. Seja objetivo e mantenha um gestual simples de poucos movimentos. A apresentação é no máximo, 20 vinte minutos, o que significa que pode ser menos. O ideal é se apresentar entre 10 a 15 minutos para e deixar 5 min para intervenção da banca. O que não pode é ultrapassar o tempo, portanto cuidado, teste em casa, usando o cronômetro do seu celular. Evite gesticular demais, ficar passando a mão na cabeça a cada 30 segundos, mexer demais as pernas ou mãos, assim, as pessoas vão prestar mais atenção nos gestos do que na sua fala, além do que demonstra nervosismo e não tranqüilidade.
  7. Procure não ler nada em papéis e mesmo os slides. Fazer a leitura de papéis demonstra que não domina o conteúdo, portanto se esforce em estudar e ler seu trabalho, afinal foi você que fez, não foi? Os slides e retroprojetor é apenas um apoio, você deve ser capaz de falar mesmo sem ele. Outro detalhe os slides devem ter textos curtos (apenas os tópicos, imagens) que ajudem a lembrar do assunto, portanto evite ler somente o que está nos slides, a não ser que seja realmente necessário. Haja com traquilidade, faça uma leitura com entonação. Entre um slide e outro faça um comentário particular (pessoal). Para a apresentação da monografia, a média de slides é entre 12/15. Nada mais do que isso. Não adianta fazer 25 slides, porque não vai dar tempo e fica horrível, ter que passar os slides sem mostrar, demonstra que não teve objetividade.
  8. Mantenha a calma. Algumas pessoas tem medo de se apresentar na frente de outras pessoas por traumas na infância. Se você faz o tipo que tem medo de público, procure assistir a apresentação de outras pessoas, assim saberá o que vai passar. No momento da apresentação, apresente-se a banca educamente (seu nome, nome do curso, nome do orientador e título). Dirija-se a plateia e procure olhar para um ponto neutro (por exemplo, um quadro, um canto da parede) sem que ninguém perceba. Evite olhar para a banca ou para a platéia, pois pode ser influenciado pelos olhares de aprovação ou desaprovação da platéia.
  9. Deslique o celular. Nada mais indelicado na hora de sua apresentação é estar com aquele aparelhinho a tira-colo, pois desconcentra e além do que é uma gafe indesculpável. O toque do celular mesmo na vibração (silencioso) pode cortar o raciocínio e você pode acabar se perdendo na apresentação.
  10. Concentre-se nos resultados e conclusão. Muita gente perde muito tempo na introdução e na revisão de literatura e esquece o mais importante que são os resultados e a conclusão. Na hora da apresentação a banca não se manifesta, somente ao final, com certeza vai fazer comentários, sugerir correções, fazer questionamentos. Isso é normal, inclusive quem tirou dez passou por isso! Ao ser questionado pela banca, JUSTIFIQUE-SE. Nada de ser monossilábico (respondendo apenas sim ou não), ao contrário, você pode defender que o “céu é cor de rosa”, dependendo apenas de sua retórica e de sua justificativa.

Por fim, se alimente bem, relaxe um dia antes, procure dormir oito horas, namore, são apenas 15 minutos que lhe ajudarão pela vida inteira.

Antes, lembre-se que toda apresentação deve ter: (Roteiro da apresentação)

Capa/Apresentação: Nome, orientadora, faculdade, curso (1 slide)

Introdução: Tema (qual o assunto?) Justificativa (por que escolheu este tema?), problemática (qual problema investigou?) objetivos, (qual seu objetivo?) relevância (qual a importância do seu estudo para a comunidade acadêmica e envolvidos?) (2/3 slides)

Revisão de literatura (a contribuição dos principais teóricos) (2/3 slides)

Metodologia (como fez a pesquisa? Local? período? Tipo? mesmo bibliográfica, precisa dizer de onde consultou as fontes). (1 slide)

Resultados e conclusão (Sua resposta ao questionamento inicial) (2/3 slides)

Algumas referências (não precisa ler) 1 (slide)

Agradecimentos rápidos (se quiser pode concluir com um pensamento)(1 Slide)

Uma média de 12/13 slides ta excelente.

Pronto, ja acabou, viu como foi rápido?

Boa Sorte. Inte +!

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