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Compreendendo os software existentes no mercado
por Sinara Duarte

Dando continuidade a série de artigos sobre migração, é importante comentar que alguns professores quando no uso das tecnologias, sentem dificuldade devido a presença de alguns termos muito técnicos ou próprios da área. Então resolvi, fazer este pequeno artigo para iniciantes ou aqueles que nunca usaram o software livre, mas tem vontade de utilizar ou estão adentrando no universo da informática.

De fato, a falta de material didático explícito, claro, sem jargões e/ou termos técnicos, a meu ver tem dificultado a disseminação do software livre, principalmente entre os professores e/ou usuarios windows. Assim, hoje vou falar  um pouco de softwares. Pode parecer banal, mas muito gente “grande” não sabe a diferença entre software livre, sofware freeware, shareware, demo e afins.

Software é a parte lógica do computador, é o programa feito por um ou mais desenvolvedores para executar uma ou várias funções. Teoricamente, qualquer pessoa com conhecimento, pode escrever um programa de computador. Ex: Windows, CorelDraw, Gimp, Gcompris. O primeiro é um sistema operacional pertencente a Microsoft, o segundo é um programa de desenho vetorial proprietário da Corel, o terceiro é um software livre também de desenho vetorial, e o terceiro é um software educativo.

O software é considerado proprietário, se pertecente a alguma empresa. Por exemplo, o Windows é um software pertencente a empresa Windows. Geralmente os softwares proprietários apresentam alguma restrição de distribuição. Para isso é preciso autorização do dono. A principal diferença entre o software livre e o software proprietário é o código fonte. Ambos possuem o código fonte, mas no software livre, temos acesso ao código fonte.

O Código fonte, fazendo uma alegoria com a culinária, é como se fosse a receita do bolo. Na cozinha, temos diversas receitas de bolos diferentes, mas a base, na maioria da vezes é a mesma (trigo, ovos, leite). A medida da criatividade do mestre-cuca, este altera e incrementa sua receita, da maneira que desejar, podendo repassar a receita para outros mestres que também adequam a receita a sua realidade local. (Por exemplo, no Ceará, não existem nozes, mas existe castanha de caju). Da mesma forma é o código fonte. Este é o conjunto de instruções para o computador (receita) que formam o programa (bolo), o software é considerado livre se este dipor a receita para todos, ou seja, se o código-fonte for disponível publicamente, sem restrições, para que outras pessoas possam usá-lo, copiá-lo, estudá-lo e modificá-lo.

O software livre, portanto, é o programa de computador que obedece quatro liberdades fundamentais, liberdade para usar, liberdade para copiar (sem cometer crime de pirataria), liberdade de estudar o funcionamento do programa, e se tiver conhecimento, adaptá-lo as suas necessidades e redistribuí-lo para a comunidade, de modo que todos se beneficiem de sua melhoria. Exemplo: Linux Debian, Big Linux, Ubuntu.

A filosofia do software livre encontra suas raizes na livre troca de conhecimentos e pensamento. Existem várias licenças que concedem liberdades aos softwares destacando-se a Licença Pública Geral (GPL), atuamente a licença mais utiliza no “mundo livre”. Essa licença explica que ninguém pode pegar um software livre e transformá-lo num software proprietário, pois respeita as quatro liberdades já mencionadas. Noutros termos, buscar lucratividade em algo que foi origialmente gratuito.

É importante destacar que quando se fala em software livre, muitos pensam que este é sinônimo de gratuito, devido a sua origem etmológica do inglês free pode ser traduzido tanto como gratuito e como livre.. Assim, software livre não significa software gratuito. Muitos são gratuitos, como forma de divulgar o movimento de software livre. Por exemplo, o wordpress é um software de criação de blogs, que é livre, mas não é gratuito. Qualquer pessoa pode criar um blog gratuitamente, mas se desejar algumas outras funcionalidades, precisaria pagar para ter acesso (é opcional). Mas não impede de possuir o blog. Por exemplo, este blog Software Livre na Educação é feito no WordPress.com (gratuito), mas existe o wordpress.org (com mais funcionalidades, por exemplo alterar as fontes que é pago).

O software proprietário ainda pode ser:

Software freeware: é um software gratuito, mas que não é livre (apesar do nome free), pois não disponibiliza o código-fonte e possuem licenças restritivas, proibindo a cópia, a redistribuição não autorizada e a modificação (Lembra das quatro liberdades?). Geralmente estão disponiveis na internet para download e a validade não expira. Exemplo, o jogo de memória da Turma da Mônica é um software freeware.

Software shareware (trial) são programas proprietários com limitações de uso, podendo ser de tempo ou funcionalidades (não ter todas as funções). Também são gratuitos, mas apenas para divulgação, após algum tempo perdem sua validade (não funcionam mais, devendo ser apagado do computador ou comprado do seu fabricante). Num termo mais comum, seria uma “amostra grátis”, uma forma de divulgação do produto, sendo protegido por direitos autorais. Ninguém é obrigado a pagar por seu registro, ao menos, que goste ou queria ficar com este software. Exemplo: Dicionário Inglês-Português UltraLíngua (site baixaxi).

Softwares Demo são softwares para DEMOnstrações, por isso, esse nome demo (não tem nada a ver com o capeta!rsrsr). São softwares para análise, para testar gratuitamente.  O sonho de alguns amigos meus é ser “testador” de jogos. Algumas empresas gastam fortunas desenvolvendo jogos para computador e pagam pessoas para testar e comentar a respeito. Na internet, existem diversos programas que são DEMO, apenas para teste. Também são protegidos por direitos autorais, não são softwares livres, sendo classificados como proprietários, pois pertecem a alguém.Exemplo: Coelho Sabido, no site oficial, tem uma versão gratuita que é DEMO.

Software de dominio público: Domínio público é qualquer obra (software, livro, música, etc) que é considerado bem comum (pertecente a todos). No Brasil de acordo com a Lei 9610/98 uma obra entra em dominio público, após 70 anos, da morte do autor ou quando este não deixa herdeiros. Eu particularmente, não conheço nenhum software que seja de domínio público, mas já existem diversas obras literárias e artísticas de carater pública. Ex: Obra de Machado de Assis (em meio digital e escrito).

E importante, antes de adquirir um software, observar suas funcionalidades e compatibilidades. Alguns softwares requerem equipamentos mais potentes (placa aceleradora, mais memória), por isso é importante saber  o hardware mínimo para instalação) qual o sistema operacional é compatível. Alguns funcionam apenas no Windows 98 e não no windows Vista, outros funcionam apenas no Linux, enfim, não significa apenas baixar no seu computador.

No Brasil, é um dos poucos países que possuem legislação específica para software. É a lei 9.609 de 20/02/1998, que incluem programas de computador no âmbito dos direitos autorais. A fiscalização é feita pela Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES).

No próximo artigo sobre migração, falaremos a respeito de licenças e os direitos autorais e pirataria.

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